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Como lidar com seus pais nessa fase de prestar Vestibular

Como lidar com seus pais nessa fase de prestar Vestibular

 

“Você culpa seus pais por tudo... Isso é absurdo... São crianças como você”

Sim, amigos e amigas, alunos e alunas que se preparam para mais uma prova de vestibular, seus pais, que passaram dos 35, ainda são crianças. Assim como vocês, que mal chegaram aos 20. Renato Russo tinha razão.

Esses são alguns outros segredos sobre eles e sobre a relação de vocês, que talvez você ainda não saiba:

 

1. Eles querem mesmo seu bem; mesmo quando agem de forma completamente louca.

O que é mais difícil: estar em campo buscando a vitória ou estar no banco de reservas como torcedor? Pois é, amigo, seu pai e sua mãe estão no banco e é você quem está jogando. E, realmente, não existem torcedores mais apaixonados pelo seu time do que eles.

Convenhamos: como se comportam os torcedores apaixonados? Não falo dos violentos, mas do torcedor honestamente apaixonado pelo time. Isso mesmo, caro aluno, eles brigam com o jogador, xingam, ficam bravos se o jogador não se esforça, querem assistir os treinos, cobram para que o jogador esteja em forma, para que busque o jogo, faça os gols... Enfim, você já entendeu, né? Seus pais provavelmente são assim com você, só que mil vezes mais intensamente. Afinal, você é filho, muito mais que um time de futebol. 

 

2. Eles também estão inseguros.

Pai também é gente, ser humano. Sim, caro aluno, seus pais também vão precisar da sua compreensão às vezes. Nossa experiência aqui no Personal Vestibulares mostra que a maioria dos pais não tem mesmo muita noção do que é essa fase de vestibulando: compram uma revista bem inútil, daquelas “Dicas decisivas para a Fuvest” ou “Como gabaritar matemática”... Mal sabem eles que é bem mais difícil do que isso.

Outras vezes, essa insegurança dos seus pais pode se mostrar quando te cobram demais, quando gritam, quando choram ou quando dão outros tipos de sugestão “nada a ver” como as que falei acima.

Lembre-se sempre: a melhor forma de lidar com seus pais é tentar compreendê-los. Sim, vai precisar, no mínimo, de muita paciência.

 

3. Seus pais projetam em você milhares de frustrações deles.

Vixe! Essa parte da conversa é mais pesada.

Amigos, é muito difícil para os alunos perceberem isso, mas se você conseguir identificar como isso pode estar se manifestando no seu caso, terá como melhorar, e muito, sua relação com seus pais.

Não para poder jogar na cara deles. Não! Ouviram? Não para jogar na cara deles. Até porque não vai adiantar, e eles, provavelmente, num acesso de raiva, vão negar tudo.

Como assim?

Calma. Eu explico.

Temos pais que sonharam em algum momento que deveriam ser médicos, outros tem a crença que todo engenheiro é inteligente, ou acreditam que ser rico é muito importante e só quem faz USP fica rico; alguns acham que “faculdade tanto faz”, porque só se aprende trabalhando, outros só querem poder falar para os amigos que o filho dele é “foda” (perdoem a expressão, mas foi necessário), ou querem mostrar para os pais deles que eles são pais melhores do que os pais deles foram; vários acreditam que cursos ligados à música, arte ou dança não são sérios, e assim vai... A lista de exemplos não tem fim.

Procure perceber se isso também acontece na relação dos seus pais com você. Se acontecer, sua vontade de estudar vai a zero. É claro que há muitos outros fatores que tiram a vontade de estudar, mas esse é um deles. Procure determinar o que há em comum entre as coisas que os seus pais dizem de você e o que você mesmo acha de si. Analise cada uma, pois pode haver aí crenças deles que você adotou, mas não são originalmente suas.

Claro que esse processo não é, de forma alguma, tão simples quanto o que se pode escrever em um texto. É comum precisar de ajuda. Fazemos isso com nossos alunos todas as semanas como parte de um processo de coaching individual, que dura no mínimo 1 ano. Mas essas ideias já vão te ajudar a começar a trabalhar esse aspecto em você.

Procure identificar as motivações que estão em você, não nos outros.

Pare, feche os olhos e sinta...

Você vai perceber que também tem suas próprias motivações.

E o seu projeto de estudar para entrar na faculdade tem que ser uma dessas ambições pessoais suas. Uma motivação própria.

 

4. O projeto tem que ser seu, não dos seus pais.

Atenção, essa parte é muito importante!

Amigos, não briguem comigo, mas é bastante frequente percebermos que nessa idade muitos jovens querem ter voz, ter uma causa, lutar pelo seu sonho, defenderem seus pontos de vista... E isso é bom! Mas, por outro lado... não assumem responsabilidades de jeito nenhum! Desculpem, tive que falar.

Sim, caros alunos, talvez esse seja o primeiro projeto pessoal de vida com o qual vocês estejam se comprometendo. E isso é good news. É ótimo! Que seja assim.

Falo isso para que você assuma essa bronca e aceite esse como seu desafio pessoal. Seu, e somente seu.

Isso porque é muito, mas muito comum, vermos, aqui com a gente, alunos que não estão nem aí. Que tem medo de assumir o desafio, de correr o risco de não passar... São preguiçosos. E aquela história de ter um sonho e de querer lutar por uma causa fica só na conversa: não passam do terceiro exercício de MUV (*).

Nesses casos, os alunos vão para um de dois caminhos: tomar cerveja e “se pa” (*) encontrar algo mais fácil para fazer; ou comprar o sonho dos pais, e daí fazer cursinho, porque aceitaram aquelas projeções das quais falamos anteriormente.

Não faça isso, caro aluno. Sente, medite, ore. Seja o que for. Mas encontre seu caminho e assuma de verdade a responsabilidade de lutar por ele. Assim é a vida dos grandes homens.

Se você não quer ser médico, não preste medicina só porque seu pai é médico; preste PUC se prefere fazer psicologia na PUC, mesmo se sua família toda se formou na USP; se você gostaria de fazer curso para ser piloto, ou ator, faça.

Muitos jovens acabam inconscientemente fazendo escolhas para agradar seus pais, para não magoá-los ou decepcioná-los. Quando é assim, a jornada de estudos para o vestibular se torna uma tortura: disfuncional, motivada pelo medo da culpa de vê-los tristes. É uma tragédia completa.

Ou seja, procure sentir o que te motiva como carreira profissional. Vá descobrindo seu próprio caminho. Ao mesmo tempo, procure perceber se o que seus pais falam para você é algo que na verdade reflete um sonho ou uma crença deles. E não sua. Se for esse o caso, não brigue com eles. Não jogue na cara. Procure entendê-los. Fique feliz por saber diferenciar o que é seu e o que é deles. Entenda e aceite seus pais como são e vá estudar para conquistar os objetivos que são seus.

Porém... Sei que é duro ouvir isso, mas às vezes seus pais têm razão. E não estão projetando nada. Apenas te mostrando a dura realidade dos seus “defeitos”.

 

5. Às vezes seus pais têm razão.

Normalmente, são eles quem nos conhece melhor, já que convivem conosco há mais tempo. Pois é. Eles podem ter razão quando nos dizem certas “verdades”.

Muito bem. E como distinguir se minha mãe pirou ou se realmente eu sou mesmo meio assim como ela – ou qualquer outra pessoa – está dizendo?

A primeira dica é avaliar a sua reação ao que foi dito. Se você ficou muito, mas muito bravo, normalmente tem sim um fundo de verdade no que seus pais estão dizendo sobre você. E foi por isso que te irritou tanto. Uma segunda opção é que o que foi dito feriu um valor muitíssimo importante para você, ou te invadiu de alguma forma. Nesse caso também vale investigar se eles passaram mesmo do ponto ou se o seu orgulho anda meio grande e tudo te ofende. Ou se você não admite ser contrariado. Vamos falar mais disso daqui a pouco.

A segunda dica é simplesmente usar de bom senso. Depois de passada a raiva, avalie com honestidade e bastante senso crítico: “Será que eu sou assim mesmo? Será que eu faço isso mesmo?”. Lembre-se de situações anteriores. E tenha coragem para aguentar a resposta, seja qual for.

Depois disso, leitor aluno, se concluir que o ponto criticado pelos seus pais é realmente algo que você precisa melhorar, ótimo! Parabéns pela humildade. E mãos à obra! 

 

6. Muito provavelmente os seus pais não vão mudar.

É, caro aluno... Foi isso mesmo que eu disse. E o pior é que, mesmo se mudarem, será porque eles quiseram, e não porque você quis.

Anime-se! Essa realidade tem várias implicações boas para sua vida.

A primeira é que não adianta ficar bravo porque eles são como são. Só vai te fazer mal. Ou seja, a partir de hoje você pode viver mais calmo. Certo?

A segunda é que não adianta brigar com eles para que sejam mais assim ou assado. Você não tem poder sobre isso. Claro, você pode e deve dizer o que acha, o que não gosta ou porque determinada atitude deles te irrita. Isso é bom. Mas, se o comportamento deles vai mudar, não depende de você. Ou seja, você vai brigar menos com eles, certo?

A terceira é que você já os conhece: suas virtudes, seus defeitos... Assim, consegue potencializar neles o que têm de bom. E não o contrário. Se seu pai insiste que o Enduro ou o River Raid do Atari era mais legal que o Assassins Creed (rs, exemplo leve só para ilustrar), tudo bem, não discuta. Procure outro assunto. Assim, ao invés de dar ocasião para os pontos de atrito se manifestarem, você pode priorizar os pontos de afinidade.

Seus pais têm virtudes? Sim, parça, eles tem, e você, se pensar um pouco, vai lembrar de algumas delas. 

 

7. Seus pais não são seus escravos. Ou, se são, o mundo não será.

Vai por mim, amigo, ser contrariado é muito saudável e traz bastante benefícios para nossa vida. Eu sei que você acha que não, e que provavelmente não vai gostar muito dessa parte da conversa, mas vamos lá.

Nosso ego com frequência tenta fazer de nós um sol ao redor do qual e em função do qual todos os planetas orbitam (Teoria da Gravitação (*) – rs – só para descontrair). Todos, em maior ou menor grau, temos a tendência de nos sentirmos injustiçados, incompreendidos, vítimas do outro, etc. O nome disso, amigo aluno, é mimo, mimimi brasileiro, frescura mesmo.

E com nossos pais, principalmente na geração atual, por diversos motivos, nos sentimos mais à vontade de sermos assim... mimados.

Amigo aluno, o seu pai não tem que te emprestar o carro, sua mãe não tem que te dar o dinheiro para balada do sábado (já que todos os outros dias você estudou, certo?), e não é porque a empregada é paga pelos seus pais que você não precisa agradecê-la quando ela te serve um suco. Não tem porque ficar batendo boca com seus pais, achando que eles deviam ter feito isso ou aquilo  por você, que eles tratam melhor seu irmão, ou que não te entendem... Provavelmente não entendem mesmo. Mas eles não têm obrigação de nada disso. Você já está bem grandinho para se fazer de vítima, não é?

Sim, eles fizeram até hoje o melhor que puderam. Agradeça as coisas boas que recebeu e siga em frente. Agora a sua vida vai começar a ser sua responsabilidade. Ser grato é uma ótima forma de começar a conquistar a sua tão desejada (e justa) liberdade.

Aprender a lidar bem com as contrariedades inerentes ao seu convívio com seus pais, agora, vai te ajudar muito depois, para namorar, arrumar o primeiro emprego, etc. O mundo não mima. É fato. Então, já vá se preparando para ele. Isso vai te deixar emocionalmente mais forte, autônomo e independente.

E isso tudo caro aluno, fará de você um ótimo aluno. Te digo que os melhores alunos são os que tem o perfil que descrevemos acima.

 

8. Eles são chatos, mas te amam.

Bla bla bla.

Sim, é papo chato. Mas é verdade. Eles te amam.

E daí?

E daí que se a batata assar (ou a casa cair) de verdade para você, em algum momento, eles serão, provavelmente, as pessoas com quem você mais poderá contar. 

Por enquanto, simplesmente manter isso em mente já é o suficiente.

Claro que há alguns casos em que não se pode contar também com os pais. Aí é melhor confiar em você mesmo e botar a casa de pé de novo, sozinho. Mas esses casos são bem raros por aqui.

Antes de terminarmos, vale lembrar que são infinitas as formas que essa relação de pais e filhos podem tomar, o que é assunto para vários livros inteiros. Claro que não pretendemos esgotar o assunto ou definir verdades absolutas sobre ele. Até porque elas não existem mesmo.

Nossa ideia com esse texto foi principalmente te alimentar com fatores que te encorajem a ter uma maior dose de paciência e compreensão com o comportamento dos seus pais. Além, é claro, de te ajudar a encontrar maior motivação pessoal e mais força de vontade para encarar a disciplina e o esforço que vão te levar até a faculdade e/ou curso que você escolheu fazer.

Para terminar, caro aluno que teve paciência de ler até aqui, somos todos crianças assustadas tentando usar de nossas qualidades para lidar melhor com nossos medos. Seus pais também são assim, só que há mais tempo que você. Entender isso te ajuda a ser mais autônomo, melhor aluno e facilita o fortalecimento de sua relação de amor com eles. Além de aumentar bastante suas chances de aprovação, ou de sucesso, seja ele como for para você.

 

Boa sorte! Precisando, estamos aqui!

 

Personal Vestibulares

(*) Legenda – para pais que estejam infiltrados aqui, lendo esse texto que nem era para vocês, mas vamos ajudar mesmo assim:

•MUV – significa Movimento Uniformemente Variado – e é assunto de Física – pronto, aprenderam mais essa

•“Se pa” – expressão de difícil explicação comumente utilizada pelos seus filhos. Eu também não consigo explicar direito o que significa. Por favor pergunte a eles ou tente entender pelo contexto.

•Teoria da Gravitação – formaliza a lei de atração entre os planetas. Isso. Exatamente o que você pensou agora. É o que faz a lua estar sempre aqui em volta da Terra e a Terra estar sempre em volta do sol. Segue sem medo a seguinte regra:

Como Lidar com Seus Pais Nessa Fase de Prestar Vestibular

 

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